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A vida na casa

As primeiras semanas em um residencial: como é a adaptação

Escrito por Matheus Galletti, Sócio-fundador
Experiência 6 anos operando a casa
Publicado
Leitura 2 minutos
Pessoa arrumando uma mala com cuidado sobre a cama

A decisão de mudar já foi difícil. A fase que vem depois, a adaptação, costuma pegar a família de surpresa porque ninguém avisa direito o que esperar dela.

O que costuma acontecer nos primeiros dias

Estranhamento com o espaço novo, com os rostos novos e com uma rotina diferente da que a idosa levava sozinha ou em casa. Pedidos para voltar, momentos de tristeza e alguma resistência são parte esperada do processo, não um sinal de que algo deu errado.

O Estatuto da Pessoa Idosa garante o direito à convivência familiar e comunitária, e manter essa convivência ativa é justamente o que ajuda a adaptação a acontecer mais rápido.

As fases mais comuns

  1. Estranhamento, nos primeiros dias, marcado por resistência e algum choro
  2. Acomodação, entre a primeira e a segunda semana, quando a rotina começa a fazer sentido
  3. Vínculo, a partir da terceira ou quarta semana, quando surgem relações com outras residentes e com a equipe

Esse ritmo varia de pessoa para pessoa. O que se mantém é o padrão: começa mais difícil e tende a melhorar com o tempo e com a presença da família.

O que a família pode fazer para ajudar

  • Visitar com frequência nas primeiras semanas
  • Levar objetos pessoais que lembrem a casa anterior
  • Evitar prometer uma volta que não vai acontecer
  • Falar com a equipe sobre o que está sendo observado no dia a dia
  • Ter paciência com momentos de tristeza sem tratar como fracasso

O erro mais comum da família nessa fase

Prometer “é só um tempinho” quando a mudança é definitiva. A promessa alivia a conversa na hora, mas prolonga a resistência depois, porque a idosa passa a esperar uma volta que não vai acontecer. É mais difícil, mas mais honesto, explicar que a mudança é para ficar e que a família vai continuar presente.

Aqui na nossa casa O Espaço Residencial para Idosas, em Vicente Pires, é exclusivo para mulheres há 6 anos. Se você está no meio dessa fase de adaptação, converse com a nossa equipe. Conversar pelo WhatsApp

Quando buscar ajuda além da própria família

Se depois de várias semanas a resistência não diminuir, ou se surgirem sinais de tristeza mais intensa, vale conversar com a equipe da casa e, se necessário, com um profissional de saúde mental. Nem toda adaptação difícil se resolve sozinha com tempo, e pedir apoio nessa fase não é sinal de que a decisão foi errada.

Vista de cima de uma pessoa organizando uma mala
Foto de Surface no Unsplash

Perguntas frequentes

É normal minha mãe querer voltar para casa nos primeiros dias?

É muito comum. A mudança de rotina, de cama e de rosto ao redor gera um desconforto inicial que tende a diminuir nas primeiras semanas. O que ajuda é a família manter a presença sem entrar na promessa de uma volta que não vai acontecer, porque isso prolonga a resistência em vez de reduzir.

Quanto tempo dura a fase mais difícil?

Costuma concentrar nos primeiros dez dias. Depois disso, a maioria das pessoas vai encontrando uma rotina e um vínculo com quem convive todos os dias. Cada pessoa tem seu tempo, e algum grau de saudade da casa antiga pode continuar existindo por mais tempo, sem que isso seja um problema.

Vale levar objetos pessoais para o quarto novo?

Vale bastante. Foto de família, um objeto de estimação, uma roupa de cama conhecida ajudam a tornar o espaço novo menos estranho. É um dos jeitos mais simples de suavizar a transição sem depender de nenhuma estrutura especial.

Com que frequência devo visitar nas primeiras semanas?

Mais do que depois que a rotina estabilizar, se a casa permitir. Presença frequente no começo ajuda a idosa a sentir que a mudança não é abandono, e ajuda você a acompanhar de perto como está a adaptação de verdade.

E se depois de semanas ela continuar resistindo?

Vale conversar diretamente com a equipe da casa sobre o que está sendo observado no dia a dia, fora da presença da família. Resistência que não diminui com o tempo às vezes tem uma causa específica que vale identificar junto com quem acompanha a rotina de perto.

Fontes consultadas

  1. Lei nº 10.741/2003, Estatuto da Pessoa Idosa , Presidência da República

Venha conhecer a casa

A melhor forma de decidir é ver de perto. Agende uma visita e conheça os quartos, a equipe e a rotina, sem compromisso.

Quero agendar uma visita Prefere falar por telefone? (61) 3203-4869

Matheus Galletti

Sócio-fundador

Matheus é sócio-fundador do Lar de Idosas, em Vicente Pires. Acompanha a operação da casa desde a abertura, há seis anos, e conversa todos os dias com famílias que estão decidindo onde a mãe vai morar. Escreve aqui o que costuma explicar por telefone.

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